Auxiliando as ALMAS do PURGATÓRIO 4

A grande pecadora que foi Margarida de Cortona  que convertida veio a ser a Madalena dos últimos tempos, pela admirável penitência e a grande santidade a que chegou, era uma grande devota das santas almas do purgatório. Desde que se converteu dedicou-se, cheia de caridade, a socorrer as almas sofredoras. Nosso Senhor lhe permitiu ver muitas vezes a triste condição destas almas para lhe excitar a compaixão e interceder por elas. Dois negociantes foram assassinados, e por misericórdia de Maria Santíssima, da qual eram fervorosos devotos, alcançaram uma contrição perfeita na hora derradeira e se salvaram. Apareceram à Santa e disseram:

“Escapamos da eterna condenação pela especial proteção de Maria Santíssima, mas teremos que padecer um horrível purgatório para expiar nossas injustiças e mentiras e pecados. Ó Serva de Deus, nós vos pedimos que mandeis avisar nossos amigos e parentes que façam restituições de nossos maus negócios e deem muitas esmolas aos pobres em paga de nossas injustiças. Ajudai-nos, Margarida, com vossos sufrágios!”

A Santa se empenhou muito com orações e penitências em socorrer estas pobres almas. E assim fazia sempre que Nosso Senhor lhe revelava a necessidade e as aflições de algumas almas do Purgatório. Quando faleceu o pai de Margarida, ofereceu ela por aquela alma querida muitas orações e toda sorte de sufrágios, penitências e santas Comunhões.

Deus Nosso Senhor lhe fez conhecer que as suas orações aliviaram as almas do seu pai e de sua mãe, e que, por isso, tiveram muito abreviados os dias de purgatório. Também ao saber da morte de uma criada, Gillia, que durante muito tempo ficou com ela, Margarida não cessou de recomendar a alma da pobrezinha a Nosso Senhor. Foi-lhe revelado que a criada ficaria no purgatório apenas até a festa da Purificação de Nossa Senhora e logo seria levada ao Céu pelos Anjos.

Na hora da morte, Santa Margarida de Cortona viu uma multidão de almas fulgurantes da glória do Céu que vinham ao encontro da sua benfeitora e amiga, cheias de gratidão. Era a recompensa da sua dedicação e devoção às almas do purgatório.

“Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel; o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé.” (Eclo 6, 14- 15)

Caríssimos Leitores, muitos amigos fieis teremos no Céu, se ajudarmos as ALMAS DO PURGATÓRIO.

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O texto original e completo se encontra no livro” Tenhamos compaixão das pobres almas”

 

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