Hoje, 01/10, a Igreja celébra a festa de Santa Terezinha do Menino Jesus.

Meus imensos desejos me eram um verdadeiro martírio. Fui, então, às cartas de São Paulo procurando uma resposta. Por acaso, meus olhos caíram na Primeira Carta aos Coríntios. Li que todos não podem ser ao mesmo tempo apóstolos, profetas, doutores, e que a Igreja consta de vários membros; os olhos não podem ser mãos ao mesmo tempo. Sem dúvida, foi uma Resposta clara, mas não satisfez meu desejo e ainda não obtive a paz.

Mas não desanimei, continuei a leitura. Encontrei então um excelsa frase: “Aspirai aos melhores carismas. E vos indico um caminho ainda mais excelente” (1Cor 12,31). Vi que os melhores carismas nada valem sem a caridade, a caridade é o melhor caminho, aquele que leva a Deus com maior segurança. Achei enfim o repouso.

A caridade deu o eixo de minha vocação. A Igreja tem um corpo formado por vários membros. Não pode no corpo faltar o membro o mais nobre e necessário.

A Igreja tem um coração inflamado de amor. Compreendi que todos os membros da Igreja são impelidos um único amor, sem ele, os apóstolos não mais anunciariam o Evangelho, os mártires não mais derramariam o sangue. O amor encerra em si todas as vocações, é tudo, abraça todos os tempos e lugares, numa palavra, o amor é eterno.

Trespassada de alegria, exclamei: Ó Jesus, meu amor, encontrei afinal minha vocação: minha vocação é o amor. Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, tu me deste este lugar, meu Deus. No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor e desse modo serei tudo, e meu desejo se realizará.

Dos Manuscritos autobiográficos de Santa Terezinha do Menino Jesus

 

Os Santos do Mês de Outubro

São João Crisóstomo, o “boca de ouro”
Santo Agostinho
Santa Rosa de Lima

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Um Divino Consolo à Cruél Angústia – O Santo de Hoje

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