O amor de Santo André pela cruz

Santo André – primeiro Apóstolo a reconhecer Cristo, ao qual levou seu irmão Pedro, futuro primeiro Chefe da Igreja – teve sempre um grande amor à Cruz; na hora de sua morte, ao ver o madeiro no qual iriam pregá-lo, saudou-o com alegria.”

Ó Cruz belíssima, que foste glorificada pelo contato que tiveste com o Corpo de Cristo! Grande cruz, docemente desejada, ardentemente amada, sempre procurada, e, afinal, preparada para meu coração apressado, desejoso de ti”

Os homens, hoje, fogem do sofrimento de todos os modos. Eles têm a idéia de que a vida foi dada para ser regalada e que é preciso gozá-la e o que não é gozar a vida, é morrer. Este, pelo contrário, ardentemente amava a sua cruz, compreendendo que o que dá sentido à vida não é o gozo nem o prazer que possa ter, mas é o sacrifício que se faz.

Qual é o homem que, no momento de prestar contas a Deus, pode dizer que sempre procurou sua cruz?

Santo André pôde dar de si este testamento: sempre tinha procurado as cruzes. E por isso, no momento de se aproximar dele a cruz, estava disposto ao sacrifício.

recolhe-me, ó cruz abraça-me, retira-me dos homens, leva-me depressa, diligentemente, ao Mestre; por ti, Ele me receberá; Ele que, por ti, a mim me resgatou”

Pode haver uma oração mais bonita do que esta? Pode haver uma alma mais pronta para a visão beatífica do que uma alma que, no momento da morte, diz uma coisa desta?

O último suspiro

Três dias pregando na cruz, três dias do alto da cruz ensinando aos homens.

Que cátedra! Quem é que na vida teve uma cátedra igual a uma cruz para, durante três dias, ensinar aos homens?

Seu último suspiro ainda foi voltado para a cruz:

Senhor, Rei Eterno da Glória, recebei-me assim pendido, como estou, ao madeiro, à cruz tão doce. Vós sois meu Deus. Vós a quem vi, não permitais me desliguem na cruz; fazei isto por mim, Senhor, que conheci a virtude da vossa Santa Cruz”.

E expirou com estas palavras.

Pode-se dizer que esta é uma morte tão bonita, que só a morte de Nosso Senhor pode ser mais sublime do que esta. Quer dizer, é a última palavra em matéria de morte bela!

Adaptado de:
Santo do Dia – 30 de Novembro de 1964
Santo André Apostolo

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